Blog feito pela turma do 2° F do Colégio Estadual Raphael Serravalle.

Dados seleção da nigéria

DADOS DA SELEÇÃO DE FUTEBOL DA NIGÉRIA

A expectativa em torno da Nigéria para a Copa do Mundo da FIFA África do Sul 2010 diminuiu, mas até pouco tempo atrás ela era considerada a seleção africana com mais chances de finalmente chegar entre as quatro melhores no Mundial. Apesar de ter somado apenas um ponto nos últimos cinco jogos que disputou pela Copa do Mundo da FIFA e de ter ficado de fora da Alemanha 2006, o país mais populoso do continente parece ser um perigoso azarão que tem pouco a perder diante das melhores equipes do mundo.

Foi dessa forma que o país chegou aos Estados Unidos 1994, quando goleou a futura semifinalista Bulgária por 3 a 0 no jogo de estreia, mas parou nas oitavas-de-final com a derrota de 2 a 1 sofrida diante da Itália. Foi nessa edição que os nomes de Sunday Oliseh, Victor Ikpeba, Jay-Jay Okocha e Finidi George viraram sinônimos da emergente geração do explosivo futebol africano. Em 1998 o início foi parecido, primeiro com o inesperado 3 a 2 para cima dos espanhóis e depois com uma nova vitória sobre a Bulgária, dessa vez pelo placar mínimo. Mas então veio a desanimadora eliminação com o 4 a 1 sofrido diante da Dinamarca. Depois da dramática classificação para a África do Sul nas últimas eliminatórias, a Nigéria tem a chance de chegar mais longe se apresentar uma postura mais positiva.

O caminho à África do Sul
O surpreendente empate sem gols contra Moçambique no primeiro jogo da última fase das eliminatórias africanas fez com que a Nigéria tivesse de perseguir a Tunísia desde o início. Os dois empates contra o adversário direto davam sinais de eliminação, mas, na última rodada, os moçambicanos acabaram vencendo a Tunísia pelo placar mínimo e a Nigéria bateu o Quênia por 3 a 2 depois de estar duas vezes atrás no placar. Obafemi Martins foi quem salvou os nigerianos. O atacante entrou no começo do segundo tempo para marcar o gol de empate aos 15 minutos e garantir a virada nove minutos antes do apito final. A vitória selou a passagem nigeriana para a próxima Copa do Mundo da FIFA.

O técnico


Apesar de ter classificado a seleção para a Copa do Mundo da FIFA, Shaibu Amodu não resistiu no comando e foi demitido logo após o término da Copa das Nações Africanas 2010, na qual a equipe terminou na terceira posição. Para o seu lugar, a Confederação de Futebol trouxe o sueco Lars Lagerback, que comandou a Suécia na Coreia do Sul/Japão 2002 e na Alemanha 2006 ao lado de Tommy Soderberg.


As estrelas
A seleção nigeriana tem tudo para marcar muitos gols em solo sul-africano, já que conta com um veloz e dinâmico ataque com nomes como , Yakubu Aiyegbeni e Peter Odemwingie, sem contar os jovens Victor Obinna e Ikechukwu Uche e o veterano Nwankwo Kanu, que muito provavelmente realizará a sua última participação no torneio. Na retaguarda, com a organização de Obi Mikel no meio-campo e a liderança do capitão Joseph Yobo no miolo de zaga, a Nigéria também vai dar trabalho.

obafemi-martins


Yakubu Aiyegbeni


Peter Odemwingie




Participação anterior
>> O passeio de 3 a 0 aplicado sobre a Bulgária na estreia nos EUA 94 foi ainda mais memorável porque no decorrer da competição os europeus acabaram vencendo seleções como Grécia, Argentina, México e Alemanha.

>> Desde que o holandês Clemens Westerhof ergueu a seleção de 1994 e mais tarde deixou o cargo, o país vem sendo comandado por técnicos de renome no futebol europeu, como Jo Bonfrere, Philippe Troussier, Bora Milutinovic e Berti Vogts.

>> A Nigéria possui uma rica história em outros torneios internacionais, tendo vencido a Copa do Mundo Sub-17 da FIFA em 1985, 1993 e 2007, bem como o Torneio Olímpico de Futebol em 1996, quando eliminou o Brasil na semifinal e venceu a Argentina na decisão.

Nigéria elimina o Brasil nas olimpiadas de 96 jogo histórico.


O que eles disseram:
“Sabemos que teremos trabalho na Copa do Mundo. Temos pela frente equipes fortes como Argentina e jogadores como (Lionel) Messi. Será importante provar que podemos jogar contra os melhores.”

Nigéria




A Nigéria situa-se no Golfo da Guiné. As suas maiores cidades localizam-se nas terras baixas do sul. A parte central do país é composta por colinas e planaltos. O norte consiste de terras baixas áridas. Os países limítrofes são o Benim, o Níger, o Chade e os Camarões.


Em tamanho é um pouco maior que o estado de Mato Grosso.

A floresta e os bosques ocorrem principalmente no terço sul do país, que é afectado por chuvas sazonais oriundas do oceano Atlântico entre Junho e Setembro. À medida que se segue para norte, o país vai-se tornando mais seco e a vegetação mais semelhante à da savana. O terço norte do país inclui-se na região semi-árida do Sahel, que marca o limite sul do deserto do Saara.



A Nigéria é dividida em três pelos rios Níger e Benue, que chegam ao país vindos de nordeste e noroeste e se vão juntar mais ou menos no centro, perto da nova capital, Abuja. Daí, o rio Níger acrescentado com água do Benue flui para sul até desaguar no mar num grande delta.

Lagos é a maior cidade da Nigéria com cerca de 10 milhões de habitantes, e a segunda maior cidade africana logo depois de Cairo, Egito. Era capital da Nigéria até 1991 (quando a capital passou a ser Abuja). Vive em função do petróleo e da concentração populacional, paisagens cheias de contrastes.



Fotos de Lagos.


A economia da Nigéria assenta no petróleo, mas devido à má gestão macroeconómica, atravessa uma reforma substancial, posta em prática pela nova liderança civil do país. Os anteriores governantes militares da Nigéria não foram capazes de diversificar a economia e afastá-la da sobredependência de um sector petrolífero de capitais intensivos, o qual é responsável por 20% do PIB, 95% das receitas de exportação e cerca de 65% das receitas orçamentais. O sector agrícola, em grande medida de subsistência, não acompanhou o rápido crescimento da população e a Nigéria, em tempos um grande exportador de alimentos, precisa agora de importá-los.


Os recursos minerais incluem o petróleo, o carvão e o estanho. Os produtos agrícolas incluem amendoim, óleo de palma, cacau, citrinos, milho, sorgo, mandioca, inhames e cana-de-açúcar.


Mas para nós nessa sexta feira, o mais importante é o nigeriano FELA KUTI.


Fela Kuti (click aqui para ver o Fela Project, você poderá ouvir a levada do moço!) nasceu em Abeokuta, Nigéria, em uma família de classe média. Sua mãe Funmilaio Ransome – Kuti, foi feminista ativa em um movimento anti-colonial. Seu pai, reverendo Israel Oludotun Kuti, foi presidente da união Nigeriana de professores. Ele se mudou para Londres em 1958 para estudar medicina, mas decidiu estudar música.

Formou uma banda chamada “Koola Lobitos” tocando um estilo que chamou de AfroBeat. Mais tarde levou a banda para os EUA e lá teve contato com o movimento Black Power que influenciou sua música e visão política. Voltou com a banda para Nigéria, com o novo nome “Nigéria 70” onde fundou a República de Kalakuta. Uma comuna, estúdio e lar para os envolvidos com a banda, declarando-se independente do estado da Nigéria.



Mudou seu nome para Anikulapo, que quer dizer “Aquele que carrega a morte em sua mala”, pois seu nome original “Ransome” era um nome de escravo.

Suas músicas são críticas ferrenhas ao sistema colonialista e à atitude conformista da população. Falava sobre a igualdade racial, identidade africana, feminismo, necessidade de insurreição, e como Bob Marley, sobre o povo no poder. Isso incomodava o governo Nigeriano. Sua vida se entrelaçava com o que compunha. Em 1974 a polícia chegou em sua comuna sob uma alegação de que econtrariam maconha no local. Para o incriminar, forjariam a pista "plantando" a droga em Fela. Estando ciente disso, ele engoliu o a droga. Em resposta a polícia o levou sob custódia. Esperaram para lhe examinar as fezes. Fela Pediu ajuda ao seus colegas de prisão e deu a polícia as fezes de outra pessoa. Ficando assim livre da incriminação forjada. Ele narra seu conto na música "Expensive Shit" (Merda Cara).

DADOS PRINCIPAIS.

Dados principais:
Nome oficial: República Federal da Nigéria (Federal Republic of Nigeria).
Nacionalidade: nigeriana.
Data nacional: 1º de outubro (Independência).
Capital: Abuja.
Cidades principais: Lagos (aglomerado urbano: 10.878.000 em 1996; Cidade: 1.518.000 em 1996); Ibadan (1.295.000), Kano (699.900), Ogbomosho (660.600), Oshogbo (441.600) (1992).
Idioma: inglês (oficial), línguas regionais (principais: hauçá, fulani, ioruba, ibo).
Religião: islamismo 50%, cristianismo 40% (protestantes 21,4%, católicos 9,9%, seitas indígenas 8,7%), outras 10% (1985).

GEOGRAFIA:
Localização: centro-oeste da África.
Hora local: + 4h.
Área: 923.768 km2.
Clima: tropical (N) e equatorial (S).
Área de floresta: 138 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO:
Total: 111,5 milhões (2000), sendo grupos étnicos autóctones 94,5% (principais: hauçás 23%, fulanis 22%, iorubas 21%, ibos 18%, tives 3%, ijos 6%, buras 1,5%), outros 5,5% (1996).
Densidade: 120,7 hab./km2.
População urbana: 42% (1998).
População rural: 58% (1998).
Crescimento demográfico: 2,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 5,15 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 49/51,5 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 81 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 35,9% (2000).
IDH (0-1): 0,439 (1998).

POLÍTICA:
Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 36 estados.
Principais partidos: Democrático do Povo (PDP), de Todos os Povos (APP), Aliança por Democracia (AD).
Legislativo: bicameral - Assembléia Nacional, composta pela Casa dos Representantes, com 360 membros e pelo Senado, com 109 membros, eleitos por voto direto para mandato de quatro anos.
Constituição em vigor: 1999.

ECONOMIA:
Moeda: naira.
PIB: US$ 41,4 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 32% (1998).
PIB indústria: 41% (1998).
PIB serviços: 27% (1998).
Crescimento do PIB: 2,6% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 300 (1998).
Força de trabalho: 48 milhões (1998).
Agricultura: cacau, látex, fruto de palma, milho, arroz, sorgo, cará, inhame, mandioca.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 383,4 mil t (1997).
Mineração: petróleo, gás natural, minério de ferro, estanho.
Indústria: alimentícia, bebidas (cerveja), refino de petróleo, siderúrgica, automobilística, têxtil, tabaco, calçados, farmacêutica, papel, materiais de construção (cimento).
Exportações: US$ 10 bilhões (1998).
Importações: US$ 11,9 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Alemanha, Reino Unido, EUA, França, Espanha, Holanda (Países Baixos), Itália.

DEFESA:
Efetivo total: 77 mil (1998).
Gastos: US$ 2,1 bilhões (1998).

RELAÇÕES EXTERIORES:
Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, Opep, OUA.
Embaixada: Tel. (61) 3226-1717, fax (61) 3224-0320, e-mail: nigeriaemb@persocom.com.br - Brasília, DF.